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Não há tratamento curativo para a esclerodermia.
No entanto, podem ser utilizadas medidas terapêuticas
para as diferentes manifestações dessa
doença. Para o fenômeno de Raynaud medidas
como evitar a exposição ao frio, vestir
roupas protetoras, sobretudo luvas e suspender o hábito
do fumo podem ser de extrema utilidade. Os remédios
que promovem a vasodilatação são
conhecidos como “bloqueadores do canal de cálcio”
(verapamil, diltiazem, nifedipina). O bloqueio ganglionar
simpático com agente anestésico pode melhorar
as úlceras nas pontas dos dedos e evitar a amputação,
mas só é indicado em casos extremos. Na
pele e articulações a D-penicilamina pode
promover um amolecimento progressivo da pele e melhorar
as contraturas articulares. A fisioterapia também
alivia o comprometimento articular. Quanto ao trato
grastrointestinal, a esofagite por refluxo geralmente
responde a vigoroso regime com antiácidos e os
bloqueadores da histamina são utilizados com
eficácia. Também é recomendável
a elevação da cabeceira da cama durante
o sono. Eventuamente pode ser necessária a dilatação
mecânica para as estenoses esofágicas.
Quanto ao aumento da flora bacteriana intestinal, à
má absorção e perda de peso, recomenda-se
tratamento com antimicrobianos de largo espectro tais
como a tetraciclina e o metronidazol. Para o coração
e pulmão utilizam-se os tratamentos rotineiros
para insuficiência cardíaca e arritmias,
quando ocorrerem. O uso de corticóides
e ciclofosfamida tem variável sucesso nas complicações
pulmonares. Micofenolato mofetil é droga que
tem sido tentada para a fibrose pulmonar. Também
promissor é o tratamento com um agente monoclonal
que se dirige contra o receptor de endotelina nos vasos:
pesquisas recentes mostram bons resultados na hipertensão
arterial pulmonar. Já para os rins o uso de inibidores
da ECA tem significado um grande avanço
no tratamento da hipertensão e prevenção
da insuficiência renal. Nos pacientes com insuficiência
renal crônica há esperança de melhor
sobrevida graças à diálise e transplante
renal.
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