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A última
palavra do NIH (National Institutes of Health, dos EUA)
sobre a Relação Entre Implantes Mamários,
Câncer e Auto-imunidade
Os implantes mamários foram inicialmente comercializados
no início dos anos 1960, antes que a Emenda de
Equipamentos Médicos do Ato Cosmético,
Drogas e Alimentos de 1976 (órgão governamental
americano) exigisse que equipamentos médicos
se mostrassem seguros e efetivos.
Estima-se que desde 1962, de 1,5 a 2,5 milhões
de mulheres nos EUA tenham passado por cirurgia de implante
mamário. Cerca de 80 por cento dos implantes
mamários nos Estados Unidos têm razões
estéticas, e 20 por cento são reconstrução
mamária após cirurgia para câncer
de mama.
Embora os implantes tenham sido originalmente assumidos
como biologicamente inativos e, por esse motivo, seguros,
muitas preocupações surgiram com relação
a possíveis efeitos biológicos.
A maioria das preocupações se voltaram
para as desordens do tecido conjuntivo, dado o número
de relatos isolados sobre essas doenças e diagnósticos
em mulheres com implantes mamários.
Como resultado, o Congresso americano encarregou o NIH
da condução de estudo de seguimento para
examinar os efeitos dos implantes sobre a saúde.
Um resumo dos estudos científicos
anteriores ao estudo do NIH
1. Risco de Câncer de Mama. Os estudos mais recentes,
que foram consideravelmente maiores que os estudos anteriores,
e que foram capazes de avaliar os riscos de longo prazo,
não sustentam a noção de que os
implantes são relacionados ao risco de câncer
de mama.
2. Desordens do Tecido Conjuntivo. Relatos esparsos
sugeriram riscos aumentados de certas desordens do tecido
conjuntivo, incluindo esclerodermia, lúpus eritematoso
sistêmico, artrite reumatóide e síndrome
de Sjögren. Em vários estudos epidemiológicos
tentou-se avaliar essas relações. Contudo,
dado que essas doenças são todas raras,
tem sido difícil tirar conclusões com
relação a se existem alterações
no risco entre as pacientes com implante mamário.
Uma grande meta-análise, após uma extensa
revisão de bibliografia, concluiu que não
havia evidência suficiente para sustentar quaisquer
relações entre implantes mamários
e essas desordens.
Formato do Estudo do NIH
para Implantes Mamários
Esse é um dos estudos mais longos e maiores até
o momento com relação aos efeitos dos
implantes mamários sobre a saúde. Os participantes
incluíram 13.500 mulheres que passaram por cirurgia
de implante por razões estéticas em ambas
as mamas antes de 1989. Outra característica
única desse estudo é que os investigadores
compararam os riscos de câncer mamário
das pacientes com implantes tanto com a população
geral quanto com pacientes submetidas a outras cirurgias
plásticas. Também foram obtidos dados
abrangentes de pacientes sobre complicações
potenciais de curto prazo (ruptura) e de longo prazo
(câncer, doenças do tecido conjuntivo,
sintomas de doenças do tecido conjuntivo).
Resultados do Estudo do NIH
Os pesquisadores não encontraram aumento significativo
na incidência de câncer de mama ou na mortalidade
entre as mulheres com implantes em comparação
aos controles. Na verdade, uma discreta redução
no risco de câncer de mama foi encontrada durante
o período inicial de 10 anos de seguimento, talvez
devido ao rastreamento médico prévio à
cirurgia de implante.
Pacientes no grupo de estudo experimentaram taxas mais
baixas para quase todos os cânceres e para mortalidade
total, quando comparado com pacientes submetidas a outras
cirurgias plásticas, com exceção
da uma elevação no risco de cânceres
de pulmão e de cérebro, e de suicídio.
Enquanto as razões para esses excessos não
são claras, é possível que os riscos
mais altos observados se devam ao acaso ou a fatores
comuns a mulheres que escolhem ter implantes, tais como
tabagismo em relação ao excesso de câncer
de pulmão.
As taxas mais baixas de mortalidade geral da população
implantada sustentam achados anteriores nos quais pessoas
que passaram por cirurgia eletiva são geralmente
mais saudáveis que seus pares. Atualmente há
análises em andamento para avaliar as relações
com as desordens do tecido conjuntivo. Os pesquisadores
do NCI (National Cancer Institute) planejam continuar
a seguir a coorte para atualizar os dados de mortalidade
ao longo do tempo.
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